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quinta-feira, 6 de maio de 2010

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Trambolhão

Portugal está em 30.º lugar em matéria de liberdade de imprensa, segundo o relatório da organização Repórteres Sem Fronteiras relativo a 2009, com a mesma pontuação que o Mali e a Costa Rica. Portugal caiu 14 posições na tabela em relação a 2008. Dá que pensar...

domingo, 25 de abril de 2010

Zé Povinho



© Luísa Teresa Ribeiro

Exposição “O Universo de Rafael Bordalo Pinheiro – Caricatura e Cerâmica"
Museu do Douro. Régua.
Janeiro de 2010.

segunda-feira, 28 de julho de 2008

Pela liberdade



No dia em que abriu a Aldeia Olímpica de Pequim, a organização Repórteres Sem Fronteiras (RSF) aproveitou a última etapa da Volta à França em Bicicleta para exibir, em Paris, uma tarja em que os anéis olímpicos apareceram sob a forma de algemas, para alertar para a situação dos Direitos do Homem na China e no Tibete.

No Público, o P2 destaca o jornalista Zhang Shihe, classificado como «um dos bloggers chineses mais activos», num universo de 60 milhões.

Foto RSF

segunda-feira, 12 de maio de 2008

Jornalistas e/ou comentadores?

O director da Rádio Universidade apresentou queixa ao inspector-geral da Administração Interna e à Entidade Reguladora para a Comunicação Social depois de alegadamente ter sido impedido de gravar declarações e de colocar questões ao comandante da PSP do distrito de Vila Real, durante uma cerimónia pública, da qual terá sido, aliás, intimado a retirar-se.

Segundo o JN de quarta-feira, na base desta atitude do agente da autoridade terá estado um artigo de opinião publicado pelo jornalista Luís Mendonça no jornal “A Voz de Trás-os-Montes”, que pode ser encontrado aqui, crítico em relação à actuação da PSP de Vila Real.

Este episódio lamentável vem pôr mais uma vez na ordem do dia a falta de cultura democrática por parte de algumas pessoas que ocupam cargos com responsabilidade na manutenção do Estado de Direito. É curioso verificar que alguns dos que frequentemente usam o chavão da liberdade opinião e de expressão se sentem terrivelmente incomodados quando se exercitam esses direitos.

O caso chama também a atenção para a questão delicada que se põe quando os jornalistas se transformam em comentadores, algo que merece, por exemplo, referência no Livro de Estilo do Público, na secção relativa aos conflitos de interesses (pag. 30 e 31), e que já tinha sido abordada aqui.

É inegável que os jornalistas também são cidadãos e, como tal, têm o direito de expressar as suas opiniões. O facto de um jornalista apresentar o seu ponto de vista aumenta a transparência do trabalho que realiza, uma vez que os consumidores da informação têm mais dados para julgar o produto que lhes é apresentado.

Há, no entanto, o reverso da medalha. O já frágil equilíbrio da actividade profissional dos jornalistas – permanentemente no fio da navalha entre muitos jogos de interesses – torna-se ainda mais periclitante. A partir do momento em que o jornalista se transforma em comentador, será certamente mais difícil escudar-se na retórica da objectividade para se defender de eventuais críticas.

Não será lícito que uma fonte se recuse a falar com um jornalista que disse publicamente não acreditar nas afirmações do seu interlocutor?

[Publicado no Diário do Minho a 11/05/2008]

sábado, 2 de fevereiro de 2008

Liberdade de expressão?

«As ameaças de morte aos directores dos principais jornais italianos estão a tornar-se uma prática corrente. Só está semana foram já cinco as publicações que receberam envelopes com balas e mensagens ameaçadoras.» No Correio da Manhã

sexta-feira, 28 de dezembro de 2007

E, contudo, eles blogam


A organização Repórteres Sem Fronteiras (RSF) denunciou que cerca de dois mil blogues de dissidentes políticos chineses nos Estados Unidos foram fechados, num forte ataque de "hackers" (piratas informáticos), provavelmente oriundos da China.

Segundo a Agência Lusa, a plataforma boxun.com/blog foi «abaixo no dia 24 de Dezembro», depois de «um ataque distribuído de negação de serviço (DDOS, sigla em inglês para “Distributed Denial of Service Attacks”), que consiste em bombardear a rede com um número excessivo de pedidos de conexão».

Em Agosto, a Boxun já havia sofrido um ataque do mesmo género, que provocou a suspensão de cerca de dez blogs.

Apesar das restrições, a blogosfera chinesa está em crescimento. Um estudo realizado pelo Centro de Informação da Rede de Internet na China, citado pela Agência Lusa, indica que 47 milhões de chineses (um quatro dos internautas daquele país) já criaram blogues, mas apenas 36 por cento os actualizam.

O mesmo trabalho refere que houve um aumento do número de blogues em relação a Setembro de 2006, quando havia 34 milhões e uma taxa de actualização de cerca de 30 por cento. No entanto, os bloggers são apenas cerca de 3,6 por cento num país com 1.300 milhões de habitantes.

Vale a pena ler aqui o relatório dos Repórteres Sem Fronteiras sobre a China.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

Deve evitar-se que os media se transformem «num campo estritamente económico»

O investigador Silvino Évora defende que, no contexto português, «a luta pela liberdade de imprensa passa por compreender a economia dos media e os processos subjacentes ao próprio negócio da comunicação social».

«É imprescindível que se perceba, por um lado, que a autonomia financeira dos órgãos de comunicação é muito importante, mas, por outro, deve evitar-se que o sector dos media se transforme num campo estritamente económico, onde as empresas batalham unicamente pelo lucro», afirma.

O mestre em Ciências da Comunicação argumenta que a ânsia de lucro dos meios de comunicação social, apesar de importante, «não deve ser a orientação exclusiva das empresas mediáticas, transformando o serviço público em algo marginal».

«A empresa privada é necessária, porque a experiência mostra a forma como o Estado trata os meios de comunicação social. Tem, no entanto, de haver limites à concentração. Quando, num país, são apenas quatro, ou menos, a ter o controlo quase total dos órgãos de comunicação mais importantes, há de alguma forma um oligopólio da opinião», diz.

Silvino Évora alerta que, «em Portugal, o exercício de harmonizar a actividade económica dos media com a necessidade pública de informação de qualidade é uma tarefa cada vez mais necessária e indispensável».

Na sua opinião, esta questão é particularmente importante porque o «público não tem a verdadeira noção do problema» que se põe com a concentração. «O público está longe de conhecer o que lhe é negado. Conhece o que lhe é dado, mas está longe de fazer ideia do que lhe é negado, do que se passa no interior das redacções», salienta, defendendo que também os jornalistas têm «poucas ferramentas para fazer face ao problema».

21/01/02007 (data de publicação)