quinta-feira, 17 de abril de 2008

16 de Abril.



@ Luísa Teresa Ribeiro


No dia 16 de Abril de 2008 havia praxe na Universidade do Minho.

Perante uma máquina fotográfica, os praxantes exultaram. Fizeram pose e mandaram um caloiro pedir-me que lhe tirasse uma foto, que se pode ver neste post.

A 16 de Abril, a praxe já deveria ter surtido o efeito pretendido, que é a integração dos caloiros, e já deveria ter acabado. Se esse objectivo não foi alcançado, tantos meses depois, diz o bom senso que seria altura de mudar de estratégia e de acabar com as cenas intermináveis de universitários a “comer relva”. Ou não?!

A minha esperança é que a excelente conferência a que eu assisti, promovida pela UMAR, no âmbito da Feira Pedagógica, não tenha incomodado a praxe....

6 comentários:

AnaCristina disse...

Estas imagens nem deviam estar aqui, essas pessoas que estão nas imagens não são verdadeiros praxistas. Praxe nao se trata de "comer relva". Praxe não tem só a ver com a integraçao dos caloiros, Praxe é muito mais do que isso, é amizade, é tradição, é respeito, é um conjunto de valores e sentimentos que nos ligam a cada faculdade, que nos enriquecem enquanto pessoas, que nos preparam para enfrentar os desafios com que nos deparamos na vida. Mas isto só tem significado para quem vive em Praxe, porque para os que só ouviram falar desta tradiçao, pouco ou nada lhes diz.
Não se pode julgar a generalidade a partir de um caso isolado sem ter uma base de informaçao sustentada.
Praxe verdadeira marca-nos para toda a vida, pelas pessoas, pelos ensinamentos e por tudo o que Praxe representa.

Dario Silva disse...

O mundo académico prestigia-se todos os dias.
Estamos em Abril e a palhaçada continua?...
É que nem os putos do 9º ano... dás-me o telemóvel?

Dario Silva.

Pedro Costa disse...

Sim... Nós entendemos Ana Cristina:

Citando as suas palavras: "...Praxe é... amizade, é tradição, é respeito, é um conjunto de valores e sentimentos que nos ligam a cada faculdade, que nos enriquecem enquanto pessoas..."

E agora digo eu: Eu entendo tudo isso Ana Cristina... é o respeito pela hierarquia da submissão, a tradição de violências (não falo de violações), lesões e humilhações sucessivas, e de um conjunto de valores importantes como as pinturas criativas dos rostos, os gritos animalescos, os insultos gratuitos...
Alguém me explica onde está a amizade de dois colegas que se esbofeteiam, mandatados por outro, supostamente, superior?
A única ligação à faculdade imposta pelas praxes, é a perturbação constante, daqueles que, tendo a sorte de não estarem a ser praxados, estão a tentar ouvir um professor, com a banda sonora de fundo dos grunhidos da praxe.
E quanto ao enriquecimento, talvez se refira ás proteinas que advêm da relva da Universidade!

Tenham paciência! Não me tentem enganar!
Essa praxe de que falou, não é a da UM!

Há_Dias disse...

Respondo-lhe com este texto...

http://rotundadocatulo.blogspot.com/2008/03/depois-de-esta-semana-ter-voltado-vida.html

Mosca disse...

Eu não entendo como é que praxe é respeito, quando assistimos ao que se sabe! A praxe é uma tradição sim, mas nem todas as tradições são boas ou devem ser mantidas. A praxe é uma palhaçada que não serve para nada, a não ser para ter mais uma desculpa para a palhaçada e umas valentes bebedeiras pelo caminho, que acabam por levar várias pessoas ao hospital em coma alcoólicos. Há uns tempos, na mesma universidade citada neste post, às 16h da tarde, estavam vários "caloiros" e "veteranos" a vomitar e a cair pelos cantos em pleno campus de gualtar. Não me parece saudável e muito menos respeitável.

Mi disse...

Se não gostam de praxe, não apareçam lá e não incomodem quem realmente gosta!!!
Comer relva? Quem fala mal da praxe é que devia comer muita relva.
Vocês devem ter uma grande inveja de quem está lá a divertir-se, para vir para aqui falar como se fossem muito cultos.
Quem está ali, está a adorar, ninguém está a ser obrigado àquilo. Por isso, não falem do que não sabem.