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segunda-feira, 1 de novembro de 2010

A essência

© Luísa Teresa Ribeiro

Por estes dias, os cemitérios enchem-se de pessoas carregadas de flores e velas. Algumas sepulturas votadas ao abandono durante todo o ano vêem por esta altura velas e arranjos caros, que por lá ficarão até que o calendário traga mais um Dia de Fiéis Defuntos. É verdade que é melhor que nada, mas é certamente muito pouco se este for apenas mais um ritual sem significado.

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Humilhação ou integração?


O Centro Académico de Braga (CAB) promove amanhã, a partir das 21h30, no Puzzle Bar, na rua Nova de Santa Cruz, em Braga, um debate subordinado ao tema“Praxe: humilhação ou integração?”.

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Razão ou Tradição?


“Praxe: Razão ou Tradição” é o mote para um debate que a Associação de Estudantes de Direito da Universidade do Minho (AEDUM) promove amanhã, dia 29, às 16h00, no B1 do CP2 (Campus de Gualtar).

segunda-feira, 14 de abril de 2008

Semana de reflexão na UM

Em cooperação com a Associação Académica da Universidade do Minho (AAUM), a União de Mulheres Alternativa e Resposta (UMAR) está presente na Semana Pedagógica da UM, que se realiza até à próxima sexta-feira, no campus de Gualtar. Esta iniciativa surge no âmbito da promoção do Congresso Feminista 2008, que decorrerá nos dias 26, 27 e 28 de Junho, em Lisboa.

Programa:

14 de Abril|16:00h

Mulheres “violentáveis”?!
Violência doméstica em debate

Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV), Teresa Sofia Silva
União de Mulheres Alternativa e Resposta (UMAR), Ana Marciano
Moderação: Sylvie Oliveira | Mestranda em Ciências da Comunicação na UMinho


15 de Abril|14:30h

Sexo e Dinheiro: a prostituição em debate
Debate sobre a regulamentação da prostituição

O Ninho, Inês Fontinha
Departamento de Sociologia da UMinho, Manuel Carlos Silva
Moderação: Almerindo Janela Afonso

16 de Abril

11:00h
Performance & Olhares sobre a ‘Arte e Feminismos’
As expressões do Feminismo na Arte

Centro de Estudos Humanísticos da UMinho, Ana Gabriela Macedo
Instituto de Estudos da Criança da UMinho, Angélica Lima Cruz

16:00h
Feminismos e Média
As expressões do Feminismo nos Média

Departamento de Ciências da Comunicação da UMinho (CC), Felisbela Lopes
Departamento de CC da UMinho, Manuel Pinto
Departamento de CC da UMinho, Silvana Mota Ribeiro
Departamento de CC da UMinho, Zara Pinto Coelho
Mestranda em CC na UMinho, Anabela Santos
Moderação: Carla Cerqueira | Doutoranda em Ciências da Comunicação na UMinho


17 de Abril|15:00h
“Nem menos, nem mais: Direitos iguais!” - LGBT em debate
Debate sobre direitos humanos e orientação sexual

Departamento de Sociologia da UMinho, Ana Brandão
Grupo de Reflexão e Intervenção sobre Transsexualidade (GRIT), Luísa Reis
Grupo de Reflexão e Intervenção do Porto (GRIP), Frederico Lemos
Moderação: Conceição Nogueira


18 de Abril|15:00h

Aborto e Saúde Reprodutiva: o que mudou um ano depois?
Interrupção voluntária da gravidez e saúde reprodutiva

Centro de Saúde de Vila Verde, Cândida Carlos
Movimento pelo SIM, Cecília Costa
UMAR, Helena Gonçalves
Moderação: Danielle Carvalho Capella | Doutoranda em Psicologia Social

quinta-feira, 6 de março de 2008

Onde estão as Simone de Beauvoir?


“Mulheres e Media” e a “Mulher na Publicidade” são dois dos temas em análise na tertúlia “Onde estão as Simone de Beauvoir?”, que decorre amanhã e sábado, no Estaleiro Cultural Velha-a-Branca (aqui e aqui), em Braga.

Destinada a assinalar o Dia Internacional da Mulher, esta jornada de reflexão está enquadrada na preparação do Congresso Feminista 2008, que se realiza entre 26 e 28 de Junho, em Lisboa.

Amanhã, a partir das 15h30, há uma homenagem a Simone de Beauvoir, seguindo-se reflexões sobre “Feminismos, Cidadania e Movimentos Sociais” e sobre as “Mulheres e Media”. A abordagem desta última temática está a cargo da professora do Departamento de Ciências da Comunicação da Universidade do Minho Zara Pinto Coelho.

No sábado, pelas 21h00, a discussão centra-se na “Conciliação da Vida Familiar e Profissional” e na “Mulher na Publicidade”. A questão da publicidade é explorada pela docente do Departamento de Ciências da Comunicação da Universidade do Minho Silvana Mota Ribeiro.

Deixo aqui o trabalho que publiquei, em 2006, no Diário do Minho, sobre a tese de mestrado de Silvana Mota Ribeiro, que deu origem ao livro “Retratos de Mulher - Construções sociais e representações visuais do feminino”.

segunda-feira, 24 de dezembro de 2007

Dádiva

Acordar todos os dias disposto
A que nos extraiam tudo
Até ao coração.
E se esta oferta for com gosto,
Amor e paixão,
Ter esperança.
Porque em seguida
virá a bonança
E com ela tudo
O que tínhamos na vida
E mais alguma coisa:
A emoção de uma dádiva.

Gualter Cruz, em Luz Nascente (1997)

sábado, 8 de dezembro de 2007

(Con)Tradições


«Diariamente trabalho com ferramentas na Internet. As chamadas novas tecnologias são o meu “cinzel”. Com normalidade, contacto pessoas que estão do outro lado do mundo em tempo real e colaboro em trabalhos com outras entidades que apenas conheço pela “Rede”. O mundo é realmente uma aldeia. Mas será para todos?

Todos os dias, quando saio, ela já está lá. Quer chova, quer faça sol, quer esteja calor ou frio, a sua frágil figura não nos deixa indiferentes. Já rondará a casa dos 70 e deve ser das últimas peixeiras do tipo ambulante do nosso “burgo”. Por ventura ainda embrulhará as sardinhas em jornal, ou talvez não, porque a ASAE anda mesmo por aí, mas se as embrulhar, quiçá este mesmo artigo não seja um dia material para esse mester (o exercício de nos vermos, mais os nossos pensamentos escritos, a embrulhar um qualquer quarteirão de sardinhas é um bom exercício de humildade...).

Da aldeia global, esta peixeira apenas deve conhecer o peixe que por ventura virá de Espanha e que, assim, se torna mais barato.

As mutações sociais são uma evidência. Uns ofícios perdem-se para, em princípio, se ganharem outros.»
Nuno de Matos

em Alto Minho, 07.12.2007, pag. 33


Todos temos uma “estória” semelhante a esta para contar. Na minha rua passa uma mulher que persiste em fazer aquilo que sempre fez: amanhar a terra. Na falta de melhor forma de escoar os produtos, e revelando o tal espírito empreendedor que agora está na moda, decidiu pôr os pés ao caminho e trazer os produtos agrícolas até à cidade.

Num tempo em que cada vez mais pessoas preferem fazer as compras do supermercado on-line, porque se poupa tempo e os produtos são melhores, uma vez que não passam pelo período de exposição e apalpação na loja, este é um serviço surpreendente. Um potencial wcliente nunca sabe se deve comprar ou chamar as autoridades para denunciar a economia paralela.

Num carrinho de mão, segurado por braços musculados e mãos de pele grossa e tisnada, transporta um autêntico bazar da terra, que inclui laranjas, cebolas, alhos, couves, nabiças, salsa e muitos outros produtos que não encaixam nas medidas padronizadas que os regulamentos impõem.

Para mim, nada e criada no campo, numa família de agricultores, o mais espantoso foi redescobrir o sabor do leite de vaca. Redescobrir que o leite tem gordura, que se pode transformar em manteiga caseira. Redescobrir o que é ficar à espera que o leite ferva num fervedor, em vez de aguardar que aqueça já dentro da tigela no microondas. Redescobrir...

Estas pequenas/grandes descobertas são importantes para nos lembrarmos de que há algo mais para além dos múltiplos ecrãs que preenchem a existência de cada vez mais pessoas. São sinais que nos alertam para o perigo de vivermos um simulacro em vez da vida real.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

Reflexões

O que se propõe neste espaço são reflexões, sobretudo sobre o mundo da comunicação nos seus mais variados aspectos. São olhares de uma jornalista da imprensa regional que sempre se sentiu em casa no mundo académico. São leituras.
Nesta primeira fase, e uma vez que o projecto surge na sequência do Trio de Rachar, por aqui estarão sobretudo artigos publicados no Diário do Minho e trabalhos de natureza académica. Depois, logo se verá...
Espero o vosso contributo. Comuniquem...

5/12/2007